ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Publicado em 30/11/2016 às 00:00:00 - Atualizado em 30/11/2016 ás 00:00:00

 

Centros de saúde de Parintins funcionam precariamente, aponta comissão de transição


Outras irregularidades encontradas pela equipe de transição nas UBS são o fechamento de farmácias das UBS por falta de medicamento

 

Por meio da elaboração de um relatório técnico sobre a saúde, a comissão de transição do prefeito eleito de Parintins, Bi Garcia (PSDB), detectou diversas irregularidades nas unidades básicas de saúde (UBS) do município. O documento, que está em fase de finalização, possui informações constatadas in loco ou que foram recebidas pela equipe por meio de denúncias.

 

Atualmente, Parintins dispõe de 14 UBS, sendo nove na zona urbana e cinco na rural. Conforme consta no relatório, apenas 23 médicos estão lotados nessas unidades e são insuficientes para atender à demanda das áreas abrangidas pelos centros. Além de médicos, a quantidade reduzida de outros profissionais no quadro funcional torna o atendimento nos postos precário.

 

O coordenador da comissão de transição, o vereador eleito Telo Pinto (PSDB), relata que além do número reduzido de profissionais médicos, os que estão atuando nos postos enfrentam inúmeras dificuldades. “Os médicos que estão trabalhando em Parintins nos relatam que não existe nem material para se trabalhar. Eles poderiam produzir muito mais pelo município, e são impedidos de produzir por falta de medicamentos e estrutura mínima”, comenta.

 

Outras irregularidades encontradas pela equipe de transição nas UBS são o fechamento de farmácias das UBS por falta de medicamento, mobílias deterioradas, aparelhos ambulatoriais, odontológicos e médicos em péssimo estado de conservação, falta de equipamentos básicos para a realização de procedimentos médicos como curativos e suturas, e consultórios improvisados em locais inadequados.

 

A comissão de transição assegura que todas as irregularidades encontradas nos centros de saúde estão sendo averiguadas e serão aprofundadas a partir de janeiro, com a posse do prefeito eleito Bi Garcia. “Vamos fazer um levantamento muito mais detalhado da real situação dos centros de saúde e a partir daí começar o processo de resgate, que vai levar de seis meses a um ano para poder chegarmos a uma saúde de melhor qualidade, como a população espera”, anuncia Telo Pinto.

 

O coordenador da transição releva ainda que o prefeito eleito Bi Garcia pretende iniciar seu governo com a realização de uma jornada de cirurgia. “Há uma programação feita pelo prefeito eleito Bi Garcia de realizar uma jornada de cirurgias no mês de janeiro. Nós temos que ser muito rápidos e coesos para verificar o que tem de ser feito para reestruturar o município e principalmente a saúde que está na UTI”, finaliza.

 

Com Informação da Assessoria

Publicidade