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Publicado em 03/01/2017 às 00:00:00 - Atualizado em 03/01/2017 ás 00:00:00

 

Comissão de Direitos Humanos da OAB acompanha inspeção de Ministro da Justiça no Compaj


Cerca de 230 presos foram encaminhados para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, entre eles membros do PCC

 

Os advogados Glen Wilde e Epitácio Almeida, membros das comissões nacional e local de Direitos Humanos da OAB, participaram nesta terça-feira (3) da visita ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) realizada pelos órgãos de Segurança do Estado. Na ocasião, estiveram presentes autoridades como o Ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, o Secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, e o Secretário de Estado de Administração Penitenciária, Pedro Florêncio.

 

Durante a visita, os membros da seccional puderam conversar com o ministro e debater ideias para a melhoria no sistema prisional brasileiro, como mudanças na lei para crimes de menor potencial ofensivo, visando a diminuição da superlotação nas unidades prisionais. De acordo com Glen Wilde, Alexandre de Moraes afirmou que voltará o mais rápido possível à capital e pretende se reunir com membros da OAB/AM.

 

As informações coletadas na inspeção devem integrar um relatório que será enviado por Wilde à Comissão Nacional de Direitos Humanos. De acordo com o advogado, o documento foi solicitado pelo presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Everaldo Patriota. Após receber o relatório, a comissão deve marcar um encontro para discutir e elaborar um novo documento, que será encaminhado ao Conselho Federal da OAB para que possam ser tomadas as providências necessárias.

 

Cerca de 230 presos foram encaminhados para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, entre eles membros do PCC. Segundo Glen, o clima ainda é de tensão, e a tendência é que permaneça assim ao longo da próxima semana. “Não aconselho nenhum colega advogado a comparecer às unidades nos próximos dias. Essa é uma situação muito difícil, e estou cético em relação às mudanças, principalmente a curto e médio prazo”, disse.

 

Glen Wilde falou ainda sobre a dimensão e repercussão do caso a nível nacional e internacional e sobre o posicionamento do Estado diante da tragédia. “Esse é um caso muito grave e preocupante, por isso a comissão vai se reunir extraordinariamente para tratar desse assunto e elaborar um parecer. Foi uma tragédia anunciada e nada foi feito. Desde de outubro de 2015, o Estado tinha indícios de que isso poderia acontecer e nada fez. O Amazonas entrou para a história com o pior massacre entre presos já registrado”, concluiu.

 

Nesta segunda-feira (2), a OAB/AM solicitou ainda, junto a SEAP, mais informações sobre os números de detentos do Compaj, a capacidade da unidade prisional e detalhes sobre a contratação e os serviços prestados pela empresa terceirizada no local.

 

Fotos Joel Arthus e Valdo Leão / Secom

Com Informação da Assessoria

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