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Publicado em 08/01/2017 às 00:00:00 - Atualizado em 08/01/2017 ás 00:00:00

 

Ministério anuncia apoio a três estados contra crise em presídios


Amazonas, onde 64 presos foram mortos, receberá força integrada para auxiliar na gestão das prisões; Mato Grosso e Rondônia terão equipamentos de segurança

 

No dia em que o número de mortos apenas em presídios da Região Norte do país chegou a cem detentos, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, anunciou ajuda federal a três estados que vêm enfrentando problemas com o sistema prisional.

 

Entre eles está o Amazonas, palco de 64 mortes confirmadas – número pode chegar a 67 com a localização de três corpos ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde 56 presos foram mortos. Os outros estados são Rondônia e Mato Grosso – as três unidades da federação, segundo o Ministério da Justiça, pediram ajuda ao governo.

 

Moraes está em negociação com autoridades de outros governos estaduais e deve, ainda neste domingo, anunciar mais cooperações. Outros estados estão em alerta por causa do risco de confrontos entre facções criminosas que dominam os presídios.

 

O ministério informou que o auxílio será providenciado conforme a necessidade manifestada por estado. Segundo a pasta, não têm sido feitos pedidos de envio de tropas da Força Nacional de Segurança. Roraima, palco de 33 mortes durante uma rebelião na sexta-feira, vai refazer pedido desse tipo, negado pelo próprio Moraes em dezembro do ano passado.

 

Para o Amazonas, haverá ajuda imediata da Força Integrada de Atuação no Sistema Penitenciário, que auxiliará na gestão do sistema prisional. Para Rondônia e Mato Grosso, estão previstos investimentos para modernizar e dotar as penitenciárias de equipamentos de monitoramento e segurança, conforme acordado com os estados. Na tarde de ontem, o ministro  conversou com o governador do Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), e autorizou o envio de equipamentos para presídios.

 

Na sexta-feira (6), o ministro da Justiça apresentou o Plano Nacional de Segurança Pública, que tem como um dos objetivos principais a racionalização e modernização do sistema penitenciário. O plano pretende também reduzir homicídios, feminicídios e a violência contra a mulher e promover o combate integrado à criminalidade transnacional – ligada a grandes quadrilhas que atuam no tráfico de drogas e de armamento pesado.

 

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